terça-feira, março 31, 2009

Vagueio no meu mundo, absorto no que penso, a decadência do meio em que vivo condiciona-me o pensamento. Morto-vivo deambulo, ganho experiência de vida mas a evolução deste povo dá-me tendências de suicida, suicídio. O meu livre arbítrio leva-me a procurar abrigo neste holocausto colectivo. Miséria, desgraça por todo o lado, a culpa não é de um indivíduo, é de todo o esquema que está montado por detrás deste sistema nefasto para o globo, para a nossa espécie. Filha da puta do processo que permanece, causa stress, anda tudo com a pressa em busca de merdas sem interesse. Vivemos num mundo caótico, o Homem já não usa relógio, usa cronómetro. Entrámos de cabeça no século XXI (eheheh!!!), Bin Laden, choque no cérebro (BUM!). Bombardeamentos no planeta, bombardeamentos na consciência. Seres desumanos praticam crimes violentos, a realidade é uma doença! Moral face a enormes atropelos. Contruímos um mundo diabólico, ética em declínio! Frenético ritmo que destrói mentes, enfurece. Causa dementes, enlouquece, PESSOAS, ignorantes, seres deambulantes que passeiam por caminhos degradantes. Cria apatia, a indiferença que contagia. Materialismo o que rege o dia-a-dia. É para todo o gosto, vícios crescem de forma estúpida! É ridícula a evolução.
Sociedades construídas, cidades levantadas, invasão foi maciça, sonhos perpetuados (psicadélicas viagens!!!) ficaram de pantanas logo de seguida. Debandada da consciência! Consumismo a praga que fomenta este ciclo eterno. Anda tudo à volta do mesmo. Dinheiro a artéria da vida, é ele que comanda esta merda. Por isso, não há preces que me dêem esperanças. É exponencial o crescimento da destruição. Com o mundo às avessas não me espanto! A loucura é o alimento que se serve ao cidadão. Televisão a preto e branco ficou a cores, a nossa evolução está negra, não espero dias melhores!

...divago matinal...

Ao vento da manhã, da madrugada que se estende pelo amanhecer, chego a casa, vou à janela do meu quarto e sob tal vento dá-me a vontade de vir escrever. Não sei sobre quê mas é esse o motivo que me faz começar a encadear ideias em palavras, fluir no espírito e entrar no ritmo da alma com ou sem pensamentos, do mundo sensível ao inteligível, disperso-me em sensações que mantenho. Nesta luta diária com a vida que se queima como incenso e dá-me aromas para novas perspectivas, pontos de vista com que me guio neste caminho que sigo à deriva, gasto saliva enquanto falo para dentro e tudo se apaga de seguida, escrevo livros no cérebro mas é na folha que os meus delírios ganham forma. Deliro com metáforas, o sol nasce e eu fecho-me em rimas inesperadas, a luz expande-se e eu transformo-me em viagens concentradas no meu mundo interno. Pertenço a um meio mas por dentro vagueio, sou livre no significado pleno do termo. Não há leis nem mentes que defrontem os meus pensamentos! Sou livre enquanto penso, manifesto-me lealmente perante o meu cérebro, quebro o ritmo, pauso uma beca neste ritmo frenético do ondular da caneta, rimo faço versos preparo-me para a pirueta, a jincana que esta inspiração comanda, mudo o cenário porque é hora de desbunda.
Que se foda a macumba e toda a magia negra, o cérebro manipula o comportamento mas o ser humano adora jogar à cabra cega. Superstições e crenças desencaminham vidas num leque de falsas esperanças, iludidas sem total consciência. Ambas têm uma razão dentro de si mesmas mas quando pessoas andam às escuras mais facilmente tropeçam. Que se fodam os sentidos apurados, a intuição é ínfima em comparação com a coerência, realidade dos factos, deparo-me com vontades aliciantes, escrever é mais que um vício já não é como era dantes.

quinta-feira, março 26, 2009

A consciência que tenho da vida, leva-me cada vez mais a actos espontâneos. Habituei-me aos contratempos, tantos planos destroçados, objectivos caídos por terra. Momentos de puro prazer transmitem-me energia para quando estou na merda ter forças de reserva. Trabalho o espírito em momentos de monotonia, tento fugir a rotinas porque é isso que fode um gajo! Todo o dia a mesma cena, o ciclo que se gera causa angústia, assim, ajo contra.
Não me conformo com muitos dias entediantes, felizmente tenho abrigos que me libertam destes tempos decorrentes.
Na sombra, no escuro eu me refugio, a realidade quotidiana ofusca-me a percepção do que é viver a vida.
É crítico e doentio a forma que o desenvolvimento assumiu, INDÚSTRIA, CONSUMISMO, hoje em dia vidas são como fósforos, ACENDEM......e ARDEU!!!
Relógio biológico é acelerado por este ritmo frenético STRESS! deste mundo caótico TRANSE! As massas todas na mesma viagem atropelam-se na busca do triunfo. Daí vem a inveja a ganância e isso tudo, todos os adjectivos negativos que retratam a mente, o pensamento do indivíduo.
O futuro é deprimente, o percurso duro e longo, o mundo é resplandescente, está a ficar cavernoso. Cidades são nichos de pragas e distúrbios, aparecem como um sonho (êxodo rural), tornam vidas num inferno, são um rebuçado com veneno que depois de desembrulhado se transforma em degredo. Agora quer-se o regresso ao passado, um modo de vida mais tranquilo, todos evoluem porque são seres vivos mas o desenvolvimento não é para todos.
(IVO)
Transmitimos confiança em atitudes controladas. Assistimos à mudança mantemos as mãos atadas, baseamos o futuro em pensamentos instáveis, energias momentâneas, auras inimagináveis. Conseguimos mudar caminhos pré-definidos, procuramos levantar ideias, sonhos caídos que jamais se irão esquecer. (FIFFAS) A memória é uma caixa mágica que pode fazer acontecer! O que somos devemos ao que fomos, o que seremos é algo que fica por dizer. A percepção que obtemos reflecte como pensamos e como nos leva a interagir com o conceito ocasional. É na criatividade que o ganho transporta total satisfação interior! (IVO) O valor impomos nós ao libertarmos suor, lutamos quando sentimos, tentamos dar o melhor quando agimos no meio de um mundo supérfluo, sujeito a convenções sobre o que é o mais correcto. Tento escolher ao máximo os becos onde me meto. Um labirinto cerca o destino que nos guia pela vida, sorte e oportunidade são o paraíso, uma saída (FIFFAS) muitas vezes é simplesmente o objectivo a que estamos submetidos quando envolvidos em vivências tempestuosas. Um gajo tenta mas são sempre mais as perguntas que as respostas! O tempo esconde-se em agonias e mágoas, cenas maradas que nos grizam, quebra-cabeças que distabilizam, infuenciam o comportamento pela vida fora. Percorremos troços com mantimentos diferenciados pela rota que construímos procurando o aconchego, enfim, do caminho que seguimos. (IVO) Existimos como elos de uma aliança. É mais forte a esperança que a força de vontade que se manifesta, festa faz a natureza que comanda o que nos resta, um futuro de recursos transformados em energia, inventam necessidades que manipulam o dia-a-dia. Gratidão e submissão não devemos nós ao nosso sol, não a vis capitalistas que nos guiam em caracol, dão-nos um trabalho ingrato, o desacato é instalado, presos em meios sociais, um pacto imposto para um sistema espalha ódio entre os iguais. Somos demais para viver bem, e tão poucos para a espalhar, paz é volátil, imprescindível, invisível como ar, (FIFFAS) visível como incerta, tanto se pode estar bem como logo a seguir estar na merda.A paz é humanodependente, porque só surge pelo conteúdo que cada um tem na mente. Portanto, nesta era decadente, paz e sossego apenas depende do indivíduo.

O acto está de acordo com a nossa compreensão.
É a nossa experiência que se verifica na acção.
Raciocínio leva à inteligência, inteligência a outro tipo de visão.Perante o conhecimento ignoramos a ilusão. (IVO)
A prisão que é o saber quando encurrala as ideias
aquelas transcendentais que surgem sem pensar a meias!
A raíz do conteúdo que nos enche a cabeça
brilha como o sol, pra todos, capto antes que anoiteça!

Procuramos confiança em cada laço de afecto manifestado em cada comunhão de ideias com quem nos relacionamos. Procuramos felicidade para apagar memórias tristes, as desilusões do caminho, as colisões e os despistes! Certos cabrões esquecem que até existes como qualquer um. Competem pelo melhor trono em todo um lugar comum, o paraíso! Um caminho de luta aguentando o sorriso, esperando o melhor juízo de cada passo caminhado, se não encontrares paz aí talvez nunca tenhas amado, a tua vida! Tem uma solução fodida como um enigma cativante que um interesse volátil decifra a qualquer instante! (FIFFAS) Na insatisfação permanece o desejo da alcance de objectivos que existem para lá do horizonte. Trespasse de metas transparentes dão motivação para seguir em frente, só há uma definitiva a que nos separa do corpo. Morte a fase do recomeço, teleportação de energia para o centro do Universo, círculo enérgico num constante processo de movimentos, milénio após milénio, foi a nossa ambição que fez quem nós somos, como ficámos através das mudanças ao longo dos anos, quanto mais descobrimos mais desconhecemos! A quem dar o mérito? Ao desconhecido ou ao que desconhece? Vivemos, existimos, não será isso uma bonança por si só?! É UMA FEZADA!
Energia incorporada guiada por uma massa acizentada dá-nos confiança quando bem utilizada, é um utensílio conferido como característica específica da espécie HOMEM. Funcionalmente versátil! Genericamente própria de quem promove a autenticidade! Há vários modos de manifesto mas por desleixo vai caindo na mediocridade! Cérebro a base de equilíbrio da nossa raça, se houver uma avaria tudo o resto nos ultrapassa, passa ao lado, se o objectivo é a harmonia não é o bem estar de um indivíduo que traz a tranquilidade ao globo!

O acto está de acordo com a nossa compreensão.
É a nossa experiência que se verifica na acção.
Raciocínio leva à inteligência, inteligência a outro tipo de visão.Perante o conhecimento ignoramos a ilusão. (IVO)
A prisão que é o saber quando encurrala as ideias
aquelas transcendentais que surgem sem pensar a meias!
A raíz do conteúdo que nos enche a cabeça
brilha como o sol, pra todos, capto antes que anoiteça!

(2005)
Vasculho no meio do entulho, são ideias concentradas que me perturbam. Intenso, confuso, sou ambos porque sinto, sinto tudo de tudo (vazio profundo), tento sempre ir ao fundo da questão e vou tão fundo que às vezes me afundo no escuro da minha compreensão. Tenho o cérebro pesado, cansado, estou exausto pelo pensamento. Entrego-me, tento-me distanciar também porque há certos pensamentos que não fazem bem a ninguém. O meu talento é o empenho que ofereço no que faço, vai além da escrita, vai além do cansaço e na puta desta vida apenas me aqueço no agasalho propício do momento. Mesmo estático estou sempre em movimento! Já dei voltas e voltas mas ainda não me contento!
Já estou farto do que sinto, desta realidade que me pertence, sinto-me estúpido e confuso, um futuro em sociedade não me convence! Sinto-me à parte, estou fora deste jogo, não quero luxo, quero sossego, dedicar-me à arte de viver é um objectivo profundo! Não me iludo! Emprego é necessário para me manter firme no itinerário que escolho. É este o segredo, o meio pó sustento que sustente a minha viagem pelo mundo. O aconchego sou que o crio, quando penso quando desbundo com os meus amigos pela noite dentro. Noites serradas, mato, djambezadas, charros e bubas, divagos no tempo. Melodias improvisadas surgem da interacção dos instrumentos com as nossas almas. Sons profundos, instinto que sai dos nossos corpos.....

terça-feira, março 24, 2009

Oportunismo anti-parasita

Há magia paradoxa! Descobri a sabedoria pela merda que a vida trouxe, abriguei-me na toca no interior do meu ser numa descoberta infinita até à meta desta minha existência. O meu súor faz prever o troco que vou receber! Em longos períodos hiberno enquanto sinto dor no cérebro. Imperam combates violentos, a minha arma de defesa é a minha arma de ataque, debato-me com o pensamento. Na direcção dos 4ventos direcciono-me ao acaso, pronto para o acaso porque é no momento que fico preparado. Da compreensão do meu passado resulta a compreensão do meu presente, o meu itinerário dá o formato da minha mente. Reflexões profundas ficam baças quando passam cá para fora, o estado físico varia e é nessa alternância de descodificações que reside o meu espírito de viajante. Insistente, altamente ponderante e é pela minha experiência que opto pelo que realmente é importante. Analiso o antes, visualizo o após, meço os prós e os contras mas se sinto convictamente que se fodam as contas!...
...Inértil, em solo alheio! A fertilidade cria-se no cérebro! Contrario o presente que presenteio cultivando o meu próprio solo com substâncias dos meios envolventes. Se planto tembém colho, do que produzo usufruto. Sementes desenvolvem-se! Qualquer nascença tem uma finalidade! E nós temos que lhe dar o sabor. FRUTOS COLHIDOS DA ÁRVORE SABEM MELHOR! Mantenho-me em sintonia com o universo, livre e natural, formo rimas à sua semelhança mas com o auxílio do intelecto. Qualquer essência pura transcende a plenitude racional e com ímpeto vou-me preenchendo, enchendo o peito e espírito com experiências que dão grande parte do contributo.

(2005)
Memórias invadem o presente, sentimentos esquecidos reacendem no momento. Sinto-me ser arrastado para a cave, lugares recônditos onde o meu ser se perde, afasta do real!
Sensações à muito desprezadas caem-me na cabeça, é o tormento, fico às aranhas! Fico possesso por este estado que não quero, não pretendo. Alimento memórias estranhas, momentos de extrema solidão, só eu, pensamentos e palavras!
Um mundo sem vida, como indivíduo é como me sinto quando há quebra entre pensamento e escrita. Sou um mudo no tribunal, um cego alucinado, estático viajo no universo do cerebralmente fornecido. Imagino, raciocino, deliro, fico confuso, percebo, não compreendo, conhecimento o metabolismo que não cessa enquanto respiro, criativo, encendeio o meu instinto, RITMO, com ritmo rastejo salto caminho no mundo interno, vagueio em profundezas íntimas do meu eu que me afagam este espírito solto com que me debruço de peito aberto.....

(2006)
Questiono minha atitude, talvez abuse mas não caio por terra, agarro-me em galhos, pensamentos desiquilibrados que me aparam a queda com novos aparatos. Procuro equilíbrio, estar calmo e sereno, no fundo, sentir-me cómodo comigo mesmo. Aclamo o sossego que à muito fugido anda e agora em estado impróprio, adapto-me, passo a passo caminho na corda bamba do raciocínio, sem batida nem melodia causo distúrbio no silêncio, simplesmente respiro, ganho ritmo, imagino sou criativo, através do acto espontâneo tento manter-me vivo...
Depois de tanto pensar, fico como se todos os pensamentos fossem apagados. Muito tempo livre faz-me mal à cabeça! Penso no vazio, tudo é mais abstracto, de tanto recordar e imaginar, começo a sentir-me fraco. Acomodo-me num constante e intermitente desconforto, ambiciono uma mudança mas não vejo o ponto do começo, a partida para outra fase, vejo a vida de outra forma, não é so naquela base!........

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Ritmos de um ser

Ritmo! Ritmo! Bate o coração. Ritmo!
Que se foda este mundo e tudo o que nos leva à ilusão!
Grito, mas só eu me ouço.
Com o silêncio me inspiro, com o silêncio me sufoco.
Choro em seco impenetrado pelo sossego.
Converto-me em cego porque o que vejo tira-me do sério. Desespero!
Há trânsito cerebral, engarrafamentos de pensamentos,
estou quase a bater mal por esta sucessão de acontecimentos.
Não encontro contentos que superem a insatisfação em que me disperso e me fecho.
Entrego-me, expando-me quando penso mas este tema causa-me tédio.
É como um peido, o que perturba não é o impacto, é o cheiro, o incómodo da sua presença. Pior que a ignorância é a demência!
Quem prossegue porque reflecte não teme! Mas pelo andamento que isto leva não me resta esperança. Anda tudo à cabra cega, sem tacto, só com a ilusão. Mas que merda é esta?!, a mudança já não é uma condição favorável. Auto-destruição humana, Homem o criminoso impiedoso ambiental. Ocorrem-me 1001 razões para falar mal. Actos sem ponderações razoáveis trazem consequências desagradáveis, pois é claro! Há muitas questões possíveis mas isto é um desabafo! que sai como um estalo de um psicoactivo. Parece que vem do nada mas há todo um caminho percorrido.

Acção-reacção, solidão-sofridão.
Ambas são cenas previsíveis.
Socialização gera incompreensão.
Certos problemas existem mas não passam de merdas imbecis.
Que estupidez profunda!

Euforia pública, genericamente estúpida em busca do sonho da fortuna é como uma penumbra que cobre a minha alma, impávida no meio em que existo. O que miro causa-me repúdia pelo pensamento da luxúria ou qualquer ilusão que venha por acréscimo e que resulte do triste rumo de toda a humanidade. Rumo obscuro assombra o natural, já não acredito no alcance da felicidade por inteiro. Se a isto me manifesto, por dentro protesto, expresso-me sob versos complexos com pensamentos sintéticos impressos, fósseis de transição dão nexo à percepção de diversos gestos. Processos rimáticos controversos, sentimentos apáticos que se manifestam. Diálogos num só universo, o meu cérebro e a minha imaginação sobrevivem em qualquer terreno. Faça sol, faça chuva, haja senso ou loucura, o medo ou receio que tenho fazem com que dê o meu melhor sempre distante de quem me julga. Neste planeta obscuro objecto de um assassino que não perdoa, continuo o meu caminho a trote, a galope, a passo ou na palhota. Vou observando a vida de vários ângulos como quando se faz uma de bolota. Conforme se a trabalha também difere o sabor da passa! Com complementos se forma a poesia e com o que experiencio se vai formando a minha vida.

Ritmo! Ritmo! Bate o coração. Ritmo!
Que se foda este mundo e tudo o que nos leva à ilusão.
Pulsações sinto mas às vezes param!
Socialização gera incompreensão e desatino por ser ridículo.
Com atenção sou um espectador deste circo!

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Mundos Obscuros

Regresso!Do escuro surjo, expulso o conteúdo de pensamentos que me perturbam, em verso, modo oportuno de manifestar o meu protesto sobre o que se passa no M.U. e todo o seu universo. Debaixo do solo obras de arte são criadas mas o produto só é genuíno quando na Terra acções correspondem às palavras. Muitos gajos vivem iludidos em mundos onde sonham ser aplaudidos. Atraídos, influenciados pelos valores modernos que são progressivamente absorvidos pelo subsolo. Afasto-me de climas tóxicos! O movimento está empestado! Logo, como MC reconheço, reajo, actuo como um anticorpo perante um intruso no organismo. Sem rodeios, de lado observo. Movimento é um corpo sólido, fragmentado. Agentes patogénicos andam por todo o lado e proliferam pela andança deste mundo. O mundo era tão belo mas tornou-se obscuro.

Mundos obscuros que imagino, que vivo.
Mundos obscuros em que me martirizo.
Aquilo que eu não aceito, questiono.
Tento ser conciso para comigo mesmo.

Censuro! Ser humano confronta-se entre si numa luta ridícula e ainda para aí muito puto com a mesma filosofia. É crítica a hipótese de mudança, o ponto de viragem está tão perto como imagem de lua nova, com diferenças! É que em 3 dias a lua regressa (putos perdem-se...),mas nem em 3 séculos a Terra voltava a ter esperança de renovação! A destruição foi tão profunda que não hã salvação, a nossa evolução trouxe merda em excesso. Trouxe venenos sem antídotos eficazes e então, sem estar alheio a catástrofes tento aproveitar ao máximo esta oportunidade de viver, de sentir, não quero somente existir. Metafísicas infinitas são utensílios que manobram o intelecto e me levam a interagir de modo como penso. Disperso-me na altura, armazeno energia pura, radiactiva. Matéria que se acumula por dentro e a minha alma respira.

Mundos obscuros que visiono, sinto.
Raciocínios que alimento condicionam-me o equilíbrio.
Constrúo, resolvo quebra-cabeças.
Problematizo a metafísica das coisas.

Problematizo, evolúo, fodo-me mas continuo solto sob um grizo com aroma a luto. Dialogo comigo próprio em confrontos de ideias. Instauro um colóquio sem datas pré-definidas. O acaso pode ter conceitos mas não tem tempos certos! Teorias e fórmulas não solucionam paranóias lúcidas do cérebro. Obtenho respostas, multiplicam-se as dúvidas. Há todo um enredo que me mete possesso e convulso, abrigo-me em aventuras! Luto de corpo e espírito para atingir o que ambiciono, não curto espectáculos sem conteúdo. Faço porque acredito, no fundo, é disso que necessito! Dou tudo por tudo para dar ânimo ao meu ritmo. Tenho mérito, orgulho, pelo progresso que efectuo! Persisto!

Mundos obscuros que imagino, que vivo.
Mundos obscuros em que me martirizo.
Mundos obscuros que respiro
são os mundos obscuros em que me dissipo!

segunda-feira, janeiro 26, 2009

...
O meu ímpeto é selvagem como animal sou livre nesta eterna viagem com energias em contacto. Adapto-me em terrenos do brain, mar e mato, montanha e deserto. Tenho o meu instinto e as minhas capacidades, deleito-me neste eterno processo simbiótico entre o Indivíduo e o Universo. Por experiência vem o conhecimento próprio, na ignorância e na incompreensão permanece o mistério. As minhas faculdades são um código genético em permanente processo de desenvolvimento. Mente não cede esforços, faz exercício de alta competição. Perguntas, dúvidas e respostas dão-me movimento, movo-me com o pensamento por isso eu escolho a direcção.

Concentro-me enquanto duro com consciência enquanto vivo.
Neste mundo absolvo-me tranquilo. Não penso muito no futuro,
difundo-me!

...
Pronto para a vida como um indivíduo fora do seu grupo. Conto comigo, paciente à espera dos frutos do meu esforço. Dou-me ao luxo de ser criativo, se não tenho paz, faço aquilo que posso para me sentir bem neste mundo. Quem está mal que se mude! Em actos de inspiração distancio-me do corpo, vagueio com o espírito! Salto barreiras do tempo, passo barreiras do espaço, com companheiros em sintonia ultrapasso o Universo!
Mastigo depois engulo, momentos únicos ainda saboreio. Muita merda cuspo, aquela que absorvo dá-me preparação para o trajecto, para percursos em que pré-medito, medito e sou espontâneo, ajo de acordo com o que acredito, valorizo, e só assim me mantenho tranquilo, desespero, mas tenho fé em mim, creio que consigo dar a volta por cima de, basta reflectir, acreditar que, o sonho é possível e só de cabeça erguida vou manter-me firme.
Histórias, factos verídicos que pertencem a formas de vida. Indivíduos que se expressam deixam o seu rasto mas muito ser humano distorce a realidade dos factos. Falcatrua, corrupção, espíritos diabólicos à margem do que se observa. Sociedades à beira da loucura não reagem, bóiam e as merdas pioram com a evolução! Anda tudo à cabra cega, jogam com a ilusão, dinheiro e imagem são famosos pela sua facilidade de obsessão! Muita gente quer o estatuto mas tá-se a cagar pó mérito, seguem a via do fútil à procura de respeito. Doença moderna o tédio do supérfluo! Tal condição condiciona o intelecto, sem estímulo nem actividade leva seres a passear nas ruas da mediocridade lado a lado com o esteriótipo e o preconceito. É o desespero em massa no percurso do mais fácil: o comum! Tudo em busca do triunfo sem ir a lado algum! Bom senso em jejum! Moral aos trambolhões! Todos contra todos! Não se fode um indivíduo, fodem-se multidões! (Pum!Pum!Catrapum!) Até quem está alheio ao confronto está sujeito! (Ohm!) A insanidade entrou em meditação! Expressa-se com manifesto! Fama e poder enchem o cérebro que fica cego e traz exaustão. Depois vem o tédio. Um desconsolo angustiante! Cada dia é um dia mas muitas vidas são iguais! O mundo está decadente, é tudo uma questão de capitais! Reinar o sonho que o Homem tinha (tem) mas o rumo é (foi) infortúnio! Ambições esvaem-se em venenos mortais! Há tantas e tantas merdas que escrituras nunca vão ser demais.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

O meu agasalho

Às vezes existe um frio que me rodeia e a maneira que eu encontro para o meu conforto está no agasalho que suporto. Para tràs está todo um estudo para o estado em que me encontro, todo um acaso em que sempre me debruço. O caminho que percorri é de onde sou oriundo, o caminho que percorro tràs mais que sempre sentimento profundo.
Por tudo o que ficou o que fica não estranho. A luta foi longa, cicatrizes ficaram e o que fica é do meu agrado. Já passou, estou como anseava mas agora é outra história! Sinto-me vivo como esquisito, a memória invade-me mas é com o pensamento que me mexo. Bem devagarinho, aqueço-me na mente sou denso, abrigo-me em paisagens que me distanciam do tempo. É para o momento que vivo, com um pé atràs e outro em falso, atento continuo para não sair distorçado! Para caminhadas calço emoção, visto sensação, sinto com o coração mais ainda pelo limite da imaginação. Vai de infinito a infinito, já é outra dimensão! Compartilho grandes tardadas, grandes noitadas que se prolongam pelas madrugadas. É com amigos, parceiros, companheiros que os dias tomam significativamente a magia das palavras.
São dias maleiros, dias em cheio, cenas plenas por inteiro!
Poetizando guardo imagens do meu meio, do meu passeio pela vida. Um papel e uma caneta até como agasalho funciona.
A vida é linda, nós só a empatamos, se aprendermos a fluir,outra percepção alcançaremos! Apenas temos de reflectir no que fazemos!
Basta de andar à toa!

Esteja à toa, na boa, preservo o cenário!
É na matéria do enredo que eu formo a agasalho!
A magia da emoção ecoa no cérebro.
Moldo con sentimentos o agasalho que tenho.

Quero, faço, não temo, o agasalho sustento!
Música e substâncias são outras cenas a que me entrego!
Mantenho-me conecto com o que anseio,
passo a passo progrido experienciando.
Leio, desenho, contento-me com simplicidade,
desportista nato, observo com veracidade!
Humilde presenteio a hipocrisia da sociedade!
Com naturalismo vagueio fazendo da natureza uma irmandade. Desencadeio liberdade psíquica, toco nos extremos, explosão química! Arritmia escrita, lírica construtiva, concentração psicoactiva, produção comprometida pelo guia e naquilo em que acredita. Dependência mútua! A minha opinião é facultativa!
Mente culta, ignorante luta, abrupta conhecimento variado, as formas que toma metem-me espantado! Tudo tem um todo e como identidade o seu significado. Fantástico o que nos foi oferecido, estou no início de um trajecto criativo, projecto recreativo que alimenta um sentido lúcido para o meu existencialismo. Traduz ambição, traduziu catastrofismo, as minhas formas de expressão traduzem evolucionismo e muito mato pelo caminho a percorrer. A vida é curta e tem tanto para oferecer! Estático, faço longas distâncias com instrumentos necessários para próprio bem. Usufruo daquilo a que tenho direito, se por acaso afecto alguém, arranjo um jeito de tar-se bem! Não gosto de prejudicar com quem tá-se bem! E tá-se bem, porque não tenho inveja!
Encontro o meu agasalho onde quer que esteja!

Esteja à toa, na boa, preservo o cenário!
É na matéria do enredo que eu formo o agasalho!
A magia da emoção ecoa no cérebro.
Moldo com sentimentos o agasalho que tenho.

(07/2004)
Quando sou massacrado por incapacidade de desabafo,
isto é, sou condenado ao silêncio,
sinto-me como se fosse enterrado vivo dentro de um caixão.
Fico incómodo, sou alvo de tortura
e esta merda ainda piora quando sou eu que a executa.
Não sei se tenho ou não tenho culpa!
e no permanente desassossego vou vivendo na angústia,
na amargura que me trazem as reflexões profundas.
No plano da consciência endoideço, chego a pontos de loucura, mantenho-me longe da demência mas perto de quem a pratica.
Com dementes sociais não convivo, socializo!
Faço parte de uma sociedade mas valores?! sou eu que os dou à minha vida.
Não há cá rótulos, nem conceitos estúpidos,
educo-me além do que me educaram, acredito no que penso mas também sei dar ouvidos!
...


(2005)

sexta-feira, janeiro 09, 2009

O Universo é um local coberto de mistério! As suas partes partilham essa característica do seu código genético.
Mistério não tem limites e gera incógnitas, a sua beldade forma um conjunto de perguntas rectóricas.
Vagueio em imaginações categóricas! Pela expansão do conhecimento vou encontrando respostas! Aceito teorias, relaciono-as com as minhas. A subjectividade vem ao de cima, são tudo cenas fodidas! Adoro lutar contra a ignorância e pelo carreiro ganho resistência, saberes que consolidam a base da minha existência!, o sentido que transporto! E esse, está sob influência do consenso a que chega o colóquio efectuado no meu crâneo. Coloco disponibilidade 24horas por dia no cérebro para debates espontâneos que coordeno com pensamentos equilibrados! A meta não se avista no horizonte, permaneço calmo, continuo a caminhada num terreno árido.
Introspecção é o meio de subsistência que encontro e por momentos perco a noção do real. Apenas fico entregue ao meu mundo espiritual! Sou náutico, sou terrestre, sou aéreo, sou agreste no interior tempestuoso. A vida é esplandescente mas ainda me sabe a pouco! Viver é exercer! Viver é sentir, é ter um conjunto de reacções! Viver é ter boas e más decisões! É andar à deriva em busca de objectivos e quem os perde fica à nora e com motivos! Uma vida é um conjunto de passos dados a favor da evolução, excepção à regra quando à falta de compreensão, noção do sentido da sua acção. No fim desta vida para se sair vitorioso é preciso olhar para tràs e sentir gozo, orgulho, por tudo o que foi realizado! Sou novo mas já fui condecorado pelo significado que absorvo, no mínimo absurdo! Percorro picos e vales e por vezes a razão da intuição é como vales de desconto!
Finalizo combates quando o interior está no ponto!
No ponto!
Quando estou pronto.

(2004)

Independentemente do trajecto...

É imutável, transponível!
O que começa também acaba, é a sina! Poderosos não manipulam!
Apaguem as hipóteses contrárias, não se iludam!
A nível espiritual a crença individual define, pesa as probabilidades.
O além é indiscritível e talvez determine a razão por que cada um sobrevive!
É possível imaginar, mas concretamente, a ignorância está no pódio,
no altar da sedução e do ódio.
Uns fazem-se a ela, ela reserva-se a nós!
Há que medir os prós e os contras!
Confronto-a sem dó, o dó que ela apresenta é a ausência do mesmo.
Rouba-nos o maior dom que temos e ainda há muitos que não se aperceberam.
Como queiram! Eu vivo para viver, não vivo por viver!
Independentemente do trajecto os seres vivos estão destinados a morrer!
Quero lá saber de vidas apresentáveis.
As percepções variam, esta é uma oportunidade única que amo, aproveito.
Bem ou mal está ao meu critério!
Só depois de cadáver desvendarei o maior mistério!
Acredito por inteiro na resistência da minha alma.
Biologia rejeita a teoria mas o espírito é que comanda!
Não me assusto com a temática mortal,
a calma e satisfação são um ponto vital para o que penso.
Penso que a matéria fica por Terra e o espírito se eleva para uma realidade
sobrenatural. A injustiça é uma propriedade iminente na vida humana,
excepcionalmente.............
Muita gente morre sem razão para tal,
prefiro morrer feliz do que triste e formal!
A opção é possibilitada, está na essência da humanidade.
Pontos de vista são infinitos, verdades são múltiplas,
estabelecem-se numa proporção em variação de culturas, modos de vida.
Vida que tem a morte como término e uma porta para a saída.
Intelectualizem-se no aquecimento desta partida!

(02/2004)

quinta-feira, janeiro 08, 2009

...
Suspiro, quando relembro acontecimentos
não penso porque tudo foi como foi.
Suspiro, sou o produto do trabalho do meu desenvolvimento
pelo tempo. O que sou reflecte pelo que passei,
pelo que passei hoje sou o que sou.

Tenho corpo e alma, reconheço-me e até me desconheço.
Pensamentos transcendem o meu ser.
Liberto-me na passagem dos vários tempos
dos vários mundos a que me entrego.
Na imaginação e na realidade apenas tenho
a simples missão de viver.

Minha ontogenia é como uma forma de vida
que se transforma pelo meio, pelo que cria.
Suspiro, com saudades dos momentos eternos,
aqueles que me enchem de alegria
mas nunca são os mesmos.

(06/2005)

Distúrbios Evolutivos

Sente o ruído! Aproxima-se lentamente do teu ouvido, atento! Cada passo na rua é um motivo para o progressivo aumento. Caminho barulhento é o que segues com distorções por momento de contacto humano. O choque de ligação causa falhas pelo meio, tempestades desencadeiam-se! Condensação do ambiente é iminente, encéfalos vagueiam de acordo com sinapses observáveis, presenteadas! O agir revela-se nos actos, não são pensamentos nem palavras! O Homem cega-se naturalmente pelo embaciamento da mente! Não é temporário, é permanente. Ou eu estou com a moca ou a vocês a vida bate diferente! Descobriram, alinharam na rota e agora pensamentos idiotas propagam-se como baratas! Andanças estranhas estimulam-me as entranhas. Chamo o gregório para estas cenas bizarras. Faço campanhas que apelam à consciência da mente humana. Está chapado que já iniciámos o velório, só falta acabá-lo e fazer o trajecto até à cova. Abstinência ao intelecto é isto que provoca, o tempo escasseia e são poucos que fazem força para que haja uma reviravolta. O primeiro passo é compreender a razão para o fazer, depois vem o acto, mas se a maioria não quer que lute quem quiser. Quando vozes de protesto não se ouvem ou são ignoradas, a podridão espalha-se para além das cidades. Massas desnorteadas, guiadas por artifícios aproximam o Homem do abismo que é vítima da sua própria criação. Impressionismo tecnológico trouxe o fascínio pela matéria e com perfeito juízo reflito e comunico que não há maior fascínio que a cooperação com o planeta Terra! Interacção natural entre meio e organismo é um prémio a que cada um tem direito. É um privilégio que se ganha logo à nascença mas com esta cena dos tempos modernos o mundo vivo corre perigo. Matanças impiedosas, erros imperdoáveis, primatas em declínio! Homem ultrapassa as barreiras das necessidades biológicas! Massacres em massa levam à degradação do espaço onde vivemos, acham que o mundo é injusto?!, mas este é o mundo que construímos. Construções destrutivas destroem sementes futuras! Cimento por cima da terra reduz a produtividade necessária! A percentagem de fodas já é um susto, o número de consumidores ultrapassa o produto. Do luxo à miséria há toda uma competição que me afecta a cabeça. Enquanto uns lutam pela riqueza muitos lutam pela sobrevivência! É absurdo! Uns têm tanto, outros tão pouco, dinheiro a artéria da vida e por falar desta cena, Homem é um suicida! Louco, enfiou-se num beco sem saída, pouco a pouco vai tendo uma luz do seu erro, da sua contínua atitude estúpida! Paranóia em progresso, já avisto o fim da história, está a descoberto a autópsia pré-defunto. Está um caos, está um caos este mundo!

Com o tempo aumenta o stress
difundido no desenvolvimento desta espécie.
Ritmos frenéticos baralham cérebros manipulados.
Distúrbios evolutivos são processos de evolução bizarros.

(03/2005)

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Exclúo métodos de pensamentos que uso, encarno no meu próprio ser e esqueço vozes interiores. Adormeço na entoação que as ideias me transmitem, ando de pés descalços neste mundo e enquanto me concentro onde coloco os pés, factores externos atacam-me de surpresa. Propositadamente baixo as defesas e comporto-me como uma pena sob o efeito do vento. Desnorteio-me neste abalo supremo, saliva vem-me à boca mas formas de protesto não expulso, engulo sem consentimento, valores que alimento actuam como chuva sob a poeira, assentam a inconformidade repleta de fundamento. Sou moralmente consciente, inconsciente na inconsciência. De extremo a medíocre, tento viver a vida e o resto que se lixe!
Por momentos...

...Torno-me um fugitivo insubordinado, alheio a ordens, obrigações e até mesmo convenções que eu próprio estipule. Despedaço-me em momentos que brotam não sei donde e dão vida às profundezas mais recônditas, ânsias lúgubres. Vontades perenes que realizo a com a espontaneiadade do modo criativo com que troco o passo a este ritmo sem contexto algum. Dá-me a gana, escrevo e acabou.